Acreditas no amor?

Perguntaram-me se acredito no amor. Fiquei, por segundos, posso até dizer que foram os segundos mais longos dos últimos tempos, sem reação, sem saber o que responder. E, hesitante, respondi que não. Para ser honesta, não tenho a certeza qual será a verdadeira resposta mas, apenas sei que não acredito no amor a 100%, no amor completo. Não sei bem que nome dar à medida "amor".
Confesso que fico parva porque consigo por defeitos em todos os homens que se aproximam de mim, sejam defeitos esses visuais ou de personalidade ou pequenas características insignificantes aos olhos dos que nos rodeiam. Não por ser perfeita mas, talvez, por medo de passar tudo outra vez...
Não sei se um dia serei capaz de voltar a amar com a intensidade que um dia já amei. Há fobias de tudo e mais alguma coisa, talvez a minha seja a de abrir portas a um novo amor, a um amor intenso, por muito que diga para mim mesma "desta vez será diferente".
Por mais que tente manter-me de pés bem assentes na terra, os sentimentos tornam-se mais fortes que o meu raciocínio e acabo por sofrer uma estupidez momentânea, ou até mesmo a longo prazo, de dar tudo de mim.

Depois vejo relações perfeitas a acabarem por repentinas (ou não) incompatibilidades, as tão na moda traições, falsos amores, etc., etc., etc., e fico, mais uma vez, na dúvida. Por isso, pelo sim, pelo não, mais vale fazer de tudo para afastar esse "bicho" de mim, pelo mais longo tempo possível.

Contudo, também acredito que "para toda a panela existe um tampo" mas há sempre algo frouxo no meio dessas medidas, há sempre algo que não encaixa por completo. Sim, sei que estou a contradizer-me um bocado mas este assunto tem mais que se lhe diga. Mas, verdade seja dita, mete-me confusão o facto de, com toda a enorme população existente no mundo, como é que duas pessoas tão aleatórias se encaixam tão perfeitamente como se diz por aí ou como aparece nos filmes. Simplesmente não bate certo!
E, a grande questão é que tudo isto não se aplica ao amor, amor, aquele amor de namoricos mas sim ao amor de "grandes amigos", ao amor de familias "felizes".

Mas atenção, nada contra os casais apaixonados que falam a cantar enquanto cospem coraçõezinhos cada vez que abrem aquelas bocas para dizerem lamechices, até porque também já fui assim.

Por isso, volto à pergunta inicial, acredito ou não no amor? Não sei... É tudo uma questão de perspectiva.

nascer, (sobre)viver), morrer


A verdade é esta:
nascemos, (sobre)vivemos e morremos. Não há pontos e virgulas, reticências, (whatever), nesta realidade. Simplesmente é assim! Então, na minha inocência, pergunto-me onde ficou a cortesia, onde ficou a honestidade, onde ficou a lealdade, onde ficou a vontade de nos levantarmos uns aos outros sem pedirmos algo em troca? Isto e outras coisas mais porque isto não fica por aqui e isso dá-me medo.
É incrível, como vivemos numa sociedade em que, no geral, o objectivo de vida é rebaixarem-se uns aos outros para "ganharem pontos", onde a mentira e a mesquinhice são as características mais visíveis no ser humano. Agora tu, que estás aí desse lado a ler esta balbúrdia de um momento de recaída deves estar a pensar "Coitada, tão novinha, tão ingenua, ainda tem tanto para aprender. Um dia vai abrir os olhos e vai ter de ser assim também." E se eu não quiser? E se eu for sempre assim? Se eu preferir sofrer em silêncio só para não prejudicar ninguém? O mundo não vai parar meus caros.

Apenas desabafo porque começo a ter sérias dúvidas de que a Terra realmente redonda pois parece-me bem quadrada, onde as pessoas ou se atiram do precipício sem fundo ou são empurradas. Wooow! Que dramático! Mas se pensarmos bem, não será assim?

Não compreendo, juro-vos! Ok, julguem-me à vontade pelas barbaridades que estou a dizer e que irei dizer mas... Porquê que a maioria prefere viver na maldade? Porquê que a maioria participa em injustiças sem ouvir ambas as versões? Como é que a maioria consegue dormir à noite rodeada pelo preconceito que esta sociedade hipócrita nos impõe?

Lá está... Nascemos, (sobre)vivemos e morremos. Se virmos vem, lutamos pelo mesmo objectivo, a sobrevivência ou a vivência, dependendo das ambições e das lutas de cada um por isso, porquê que não plantamos o bem, a felicidade, a entre-ajuda, etc., etc., etc.,?! Sim, porque no final de contas, teremos todos o mesmo fim, aquele bocadinho de terra para nos escondermos para todo o sempre...

mais de mim, porque sim


Mais uma etapa na minha vida. Surpreendo-me cada dia que passa e fascina-me que, com "tenra idade", a vida possa dar lições enormes e reviravoltas que nunca pensávamos ser possíveis. Um grande psicólogo, na minha opinião, uma vez disse-me que a nossa personalidade está em constante mudança, muda a cada três anos. Logo, quando me disse isso, não dei grande importância a essas palavras, pensara, na altura, que se referia ao crescimento em idade. Após algumas experiências e reflexões, comecei a entender que talvez se referisse à nossa idade mental, à nossa maturidade, à essência do nosso ser. E agora, até que faz algum sentido...
Toda esta "lenga-lenga" porquê? Porque, finalmente, percebi a importância de algumas coisas e uma dessas coisas foi a valorizar-me como mulher, a valorizar-me como pessoa.
Já dizia aquela frase feita "se eu não gostar de mim, como vou gostar dos outros?". Mas sabem que mais? Aprendi que em toda essa simples frase, há uma verdade enorme.
Atenção! Não estou a dizer com isto que tenhamos de andar por aí a vangloriar-nos com a mania que somos mais que os outros, pelo contrário! Temos de ser humildes o suficiente para ingressarmos  no caminho da aprendizagem e a devida auto-confiança para nos mantermos lá.

Temos de nos lembrar que não podemos agradar a Gregos e Troianos, ou seja, façamos o que fizermos, haverá sempre aquelas mentes iluminadas a quererem deitar-nos abaixo, isso é tão certinho como 2 e 2 serem 4 mas uma coisa é certa, há que ter sempre a consciência tranquila porque aquilo que tu dás, o universo dá-te em dobro, seja de bom ou mau.

mantem-te firme

Olho para trás e vejo em mim mudanças nas noites mal dormidas, nas vitórias suadas, no meu ser fora do normal. Olho para trás e vejo os meus pontos fracos e fortes. Olho para trás e não me arrependo! Cada momento, cada sentimento, cada lembrança, cada aprendizagem, cada "tudo" vivido tornou-me na pessoa que sou hoje. Boa ou má? Só a mim me cabe decidir tal coisa.
Por vezes temos de fechar algumas portas para abrir outras, nunca ninguém disse que o caminho seria fácil, certo? O importante é a firmeza! Saber ser firme no rumo que queremos seguir, saber ser firme nas decisões que tomamos, quer elas sejam as certas ou não, coisa que só saberemos depois de as tomar.
Percebi que não podemos decidir o nosso futuro com base em opiniões alheias, com base em criticas de pessoas que não são capazes de fazer igual, para não dizer melhor que nós. Cada um sabe os sonhos que tem, cada um sabe os riscos a que está disposto a correr e os seus próprios limites.
Hoje sei que, o mais importante, como costumo dizer sempre,  é puder deitar-me à noite, com a cabeça na almofada e saber que tenho a minha consciência tranquila.
Sei que, em cada dia, não posso aceitar que dei o melhor de mim mas sim que tenho de estar disposta a melhorar em cada ação, em cada pensamento, em cada sentimento, em cada "tudo".

Por isso, digo a mim mesma todos os dias, mantem-te firme!

encontrar-me, definir-me, crescer



Afinal, aqui estava eu, a contradizer-me, sentindo-me completa e com um vazio enorme. Capaz de correr o risco de perder, talvez, um grande amor para me puder encontrar a mim própria. É estranhamente assustador sentir-me de tal maneira perdida ao ponto de precisar de estar sozinha, nos meus pensamentos, sem ter de dar satisfações a ninguém. Não és tu, sou eu... Sim, afinal isso existe mesmo e é mais uma das situações inexplicáveis em que apenas quem passa pela situação sabe o quanto custa.
Não, nem eu me compreendo, quanto mais conseguir explicar o que sinto, ou penso, ou faço! Talvez seja medo, talvez seja coragem, não sei bem. Pode ser a pior ou a melhor decisão, apenas o tempo o dirá mas, verdade seja dita, é tramado!

Sabem, há experiências e fases na vida, que cada pessoa tem de viver e passar antes de se querer completar com alguém, entendem? Esqueçam, nem eu entendo. Irónico, não é? Passamos a vida a queixar-nos que não encontramos a pessoa certa e depois, quando finalmente acontece, somos nós que não estamos bem connosco próprios. Claro, a vida nunca fez muita lógica. Lá está, manual de instruções, talvez ajudasse...

Provavelmente, irei arrepender-me de tudo isto mas mais vale arrepender-me do que fiz do que o que não fiz, certo?

É isso, acho que não estou pronta a amar, não estou pronta para um relacionamento. Acho sim que estou pronta para me encontrar, para me definir, para crescer.