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a última bolacha do pacote

Perguntam-me constantemente se estou solteira e acham estranho e, atenção, com isto não me estou a armar em última bolacha do pacote porque isso signigicaria uma das seguintes coisas, ou que seria a mais desejada ou que seria a mais "partida". Por isso não, não me considero a última bolacha do pacote. A resposta ao meu estado é mesmo o facto de não ter encontrado aquela pessoa que me completa fazendo-me sentir livre. Algo contraditório, não? Mas é isso mesmo! Aquela pessoa que me faz sentir única, aquela pessoa que não precisa de dizer constantemente que me ama para eu sentir isso. Aquela pessoa que não me controla de maneira doentia para saber que é o meu "todo". Aquela pessoa que não tem medo e/ou vergonha de mostrar ao mundo que está comigo, que não me "esconde". Entre outras características muito, pouco ou nada importantes... Digamos que ainda não encontrei a pessoa a quem possa chamar de perfeitamente meio termo.
Por isso, se virmos bem, o que eu digo até faz algum sentido porque nos dias que correm, é algo complicado de encontrar. Arrisco-me a dizer que é quase impossivel. E, por estes e outros motivos, não vou ter alguém só porque sim.
Se é bom ser solteira/o? Tem os seus prós e contras como tudo na vida, admito. Mas, se há coisa que sempre me disseram foi: mais vale estar só do que mal acompanhada/o.

Acreditas no amor?

Perguntaram-me se acredito no amor. Fiquei, por segundos, posso até dizer que foram os segundos mais longos dos últimos tempos, sem reação, sem saber o que responder. E, hesitante, respondi que não. Para ser honesta, não tenho a certeza qual será a verdadeira resposta mas, apenas sei que não acredito no amor a 100%, no amor completo. Não sei bem que nome dar à medida "amor".
Confesso que fico parva porque consigo por defeitos em todos os homens que se aproximam de mim, sejam defeitos esses visuais ou de personalidade ou pequenas características insignificantes aos olhos dos que nos rodeiam. Não por ser perfeita mas, talvez, por medo de passar tudo outra vez...
Não sei se um dia serei capaz de voltar a amar com a intensidade que um dia já amei. Há fobias de tudo e mais alguma coisa, talvez a minha seja a de abrir portas a um novo amor, a um amor intenso, por muito que diga para mim mesma "desta vez será diferente".
Por mais que tente manter-me de pés bem assentes na terra, os sentimentos tornam-se mais fortes que o meu raciocínio e acabo por sofrer uma estupidez momentânea, ou até mesmo a longo prazo, de dar tudo de mim.

Depois vejo relações perfeitas a acabarem por repentinas (ou não) incompatibilidades, as tão na moda traições, falsos amores, etc., etc., etc., e fico, mais uma vez, na dúvida. Por isso, pelo sim, pelo não, mais vale fazer de tudo para afastar esse "bicho" de mim, pelo mais longo tempo possível.

Contudo, também acredito que "para toda a panela existe um tampo" mas há sempre algo frouxo no meio dessas medidas, há sempre algo que não encaixa por completo. Sim, sei que estou a contradizer-me um bocado mas este assunto tem mais que se lhe diga. Mas, verdade seja dita, mete-me confusão o facto de, com toda a enorme população existente no mundo, como é que duas pessoas tão aleatórias se encaixam tão perfeitamente como se diz por aí ou como aparece nos filmes. Simplesmente não bate certo!
E, a grande questão é que tudo isto não se aplica ao amor, amor, aquele amor de namoricos mas sim ao amor de "grandes amigos", ao amor de familias "felizes".

Mas atenção, nada contra os casais apaixonados que falam a cantar enquanto cospem coraçõezinhos cada vez que abrem aquelas bocas para dizerem lamechices, até porque também já fui assim.

Por isso, volto à pergunta inicial, acredito ou não no amor? Não sei... É tudo uma questão de perspectiva.