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a última bolacha do pacote

Perguntam-me constantemente se estou solteira e acham estranho e, atenção, com isto não me estou a armar em última bolacha do pacote porque isso signigicaria uma das seguintes coisas, ou que seria a mais desejada ou que seria a mais "partida". Por isso não, não me considero a última bolacha do pacote. A resposta ao meu estado é mesmo o facto de não ter encontrado aquela pessoa que me completa fazendo-me sentir livre. Algo contraditório, não? Mas é isso mesmo! Aquela pessoa que me faz sentir única, aquela pessoa que não precisa de dizer constantemente que me ama para eu sentir isso. Aquela pessoa que não me controla de maneira doentia para saber que é o meu "todo". Aquela pessoa que não tem medo e/ou vergonha de mostrar ao mundo que está comigo, que não me "esconde". Entre outras características muito, pouco ou nada importantes... Digamos que ainda não encontrei a pessoa a quem possa chamar de perfeitamente meio termo.
Por isso, se virmos bem, o que eu digo até faz algum sentido porque nos dias que correm, é algo complicado de encontrar. Arrisco-me a dizer que é quase impossivel. E, por estes e outros motivos, não vou ter alguém só porque sim.
Se é bom ser solteira/o? Tem os seus prós e contras como tudo na vida, admito. Mas, se há coisa que sempre me disseram foi: mais vale estar só do que mal acompanhada/o.

nascer, (sobre)viver), morrer


A verdade é esta:
nascemos, (sobre)vivemos e morremos. Não há pontos e virgulas, reticências, (whatever), nesta realidade. Simplesmente é assim! Então, na minha inocência, pergunto-me onde ficou a cortesia, onde ficou a honestidade, onde ficou a lealdade, onde ficou a vontade de nos levantarmos uns aos outros sem pedirmos algo em troca? Isto e outras coisas mais porque isto não fica por aqui e isso dá-me medo.
É incrível, como vivemos numa sociedade em que, no geral, o objectivo de vida é rebaixarem-se uns aos outros para "ganharem pontos", onde a mentira e a mesquinhice são as características mais visíveis no ser humano. Agora tu, que estás aí desse lado a ler esta balbúrdia de um momento de recaída deves estar a pensar "Coitada, tão novinha, tão ingenua, ainda tem tanto para aprender. Um dia vai abrir os olhos e vai ter de ser assim também." E se eu não quiser? E se eu for sempre assim? Se eu preferir sofrer em silêncio só para não prejudicar ninguém? O mundo não vai parar meus caros.

Apenas desabafo porque começo a ter sérias dúvidas de que a Terra realmente redonda pois parece-me bem quadrada, onde as pessoas ou se atiram do precipício sem fundo ou são empurradas. Wooow! Que dramático! Mas se pensarmos bem, não será assim?

Não compreendo, juro-vos! Ok, julguem-me à vontade pelas barbaridades que estou a dizer e que irei dizer mas... Porquê que a maioria prefere viver na maldade? Porquê que a maioria participa em injustiças sem ouvir ambas as versões? Como é que a maioria consegue dormir à noite rodeada pelo preconceito que esta sociedade hipócrita nos impõe?

Lá está... Nascemos, (sobre)vivemos e morremos. Se virmos vem, lutamos pelo mesmo objectivo, a sobrevivência ou a vivência, dependendo das ambições e das lutas de cada um por isso, porquê que não plantamos o bem, a felicidade, a entre-ajuda, etc., etc., etc.,?! Sim, porque no final de contas, teremos todos o mesmo fim, aquele bocadinho de terra para nos escondermos para todo o sempre...

encontrar-me, definir-me, crescer



Afinal, aqui estava eu, a contradizer-me, sentindo-me completa e com um vazio enorme. Capaz de correr o risco de perder, talvez, um grande amor para me puder encontrar a mim própria. É estranhamente assustador sentir-me de tal maneira perdida ao ponto de precisar de estar sozinha, nos meus pensamentos, sem ter de dar satisfações a ninguém. Não és tu, sou eu... Sim, afinal isso existe mesmo e é mais uma das situações inexplicáveis em que apenas quem passa pela situação sabe o quanto custa.
Não, nem eu me compreendo, quanto mais conseguir explicar o que sinto, ou penso, ou faço! Talvez seja medo, talvez seja coragem, não sei bem. Pode ser a pior ou a melhor decisão, apenas o tempo o dirá mas, verdade seja dita, é tramado!

Sabem, há experiências e fases na vida, que cada pessoa tem de viver e passar antes de se querer completar com alguém, entendem? Esqueçam, nem eu entendo. Irónico, não é? Passamos a vida a queixar-nos que não encontramos a pessoa certa e depois, quando finalmente acontece, somos nós que não estamos bem connosco próprios. Claro, a vida nunca fez muita lógica. Lá está, manual de instruções, talvez ajudasse...

Provavelmente, irei arrepender-me de tudo isto mas mais vale arrepender-me do que fiz do que o que não fiz, certo?

É isso, acho que não estou pronta a amar, não estou pronta para um relacionamento. Acho sim que estou pronta para me encontrar, para me definir, para crescer. 

Ir ou não ao ginásio ...

Sim, sou aquela rapariga que diz "amanhã vou ao ginásio" mas acaba sempre por nunca ir. O que me estou a dar conta é que essa moda de adiar para amanhã a ida ao ginásio começa a ficar ultrapassada porque, pelos vistos, toda a gente vai ao ginásio agora.
Espero que essa moda se torne mesmo tendência e que eu decida mesmo começar a ir ao ginásio. A sério, é que do meu quarto tenho vista privilegiada para a piscina e digamos que, para uma parte do ginásio também por isso não entendo. Talvez me aborreça ir sozinha e o preço deste ginásio ser estupidamente caro, ok, com qualidade, mas caro para o bolso da maioria, o que também não ajuda, para ser sincera.
Começo a sentir-me uma balofa porque andar a pé é quase raro, a preferência mesmo é o carro e, admito, os quilinhos extra que adquiri fazem-me um bocado de confusão. 
Quinta-feira vou a uma formação sobre desporto, talvez ajude na minha ida ao ginásio, talvez seja o empurrãozinho para o fim da minha balofice. I'm exciting!